Portal do Governo Brasileiro

Tamanho da fonte:


Quarta-feira, 26 de janeiro de 2011 às 11:03

Após 20 anos, terceira etapa da termelétrica de Candiota (RS) será inaugurada

Fase C da usina termelétrica Candiota III produzirá 350 MW de energia. Foto: Magda Dias/PR

Os cerca de 10 mil habitantes do município de Candiota (RS) aguardam com ansiedade a concretização de um anseio de 20 anos: na próxima sexta-feira (28/1), será oficialmente inaugurada a fase C da Usina Termelétrica de Candiota III, obra que só saiu do papel na época em que a presidenta Dilma Rousseff era secretária de estado de Minas e Energia do Rio Grande do Sul e teve a pedra fundamental lançada enquanto exercia o cargo de ministra de Minas e Energia do governo do ex-presidente Lula, em setembro de 2006.

De lá para cá, o que era um grande objeto de reivindicação da população da região se tornou realidade. Desde o dia 3 de janeiro de 2011, a usina da Eletrobrás, construída com recursos federais, está funcionando em fase de testes. A partir de sexta-feira, a termelétrica passa a funcionar em pleno vapor, produzindo 350 MW de energia elétrica, suficientes para suprir cerca de 15% da necessidade do estado. A energia produzida lá irá abastecer não apenas o município de Candiota, mas diversas outras cidades do Rio Grande do Sul.

Em entrevista ao Blog do Planalto, o prefeito de Canditota, Luiz Carlos Folador, explicou que o empreendimento é a maior obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na região Sul, avaliada em R$ 1,3 bilhão. Antes da fase C, parte da usina termelétrica de Candiota já estava em funcionamento mas, segundo o prefeito, funcionava com a capacidade aquém da prevista. Ele acredita que a partir da inauguração desta terceira etapa, a produção de energia finalmente alcançará o volume previsto no projeto.

Questionado sobre os impactos que a usina teria sobre o meio ambiente, Folador afirmou que Candiota III utiliza dessulfurizadores, uma das mais modernas tecnologias para abatimento de material particulado, visando a menor agressão possível ao meio ambiente. Com isso, os resíduos da produção são neutralizados, não apresentando riscos altos ao meio ambiente e à qualidade do ar.

“As emissões são mínimas. Há um monitoramento pelo Ibama(…) e a usina está atendendo todas as normas internacionais, inclusive com menores emissões do que as exigidas a nível internacional. Ela tem um controle do ar, das chuvas e dos efluentes”, afirmou Folador.

Grande parte da energia produzida em Candiota já tem destino certo: dos 350 MW instalados, 292 MW foram comercializados em um leilão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em dezembro de 2005. A usina tem capacidade para abastecer uma população de um milhão de pessoas com o perfil do consumidor gaúcho e é o primeiro grande negócio entre os governos do Brasil e da China, que forneceu mão de obra e qualificou trabalhadores brasileiros.

Durante o processo construtivo chegaram a trabalhar mais de 5 mil operários na obra. Para a operação e manutenção da usina são 176 empregados diretos da Eletrobras, todos contratados por concurso público. Além disso, foram criados outros 74 postos de trabalho terceirizados complementares para os setores de vigilância, limpeza, montagem e desmontagem de andaimes, isolamento térmico, entre outros.

“É realização de um sonho de mais de 20 anos, gerando energia, emprego e desenvolvimento para a Metade Sul, para o Rio Grande e para o Brasil”, concluiu o prefeito.

Histórico – A Fase C de Canditota III tem origem em um projeto concebido pelo governo do estado do Rio Grande do Sul no inicio da década de 80, resultado de acordo entre os governos do Brasil e da França para incrementar a produção brasileira de energia elétrica a partir do carvão. O projeto previa a construção de seis unidades geradoras de 335 MW cada.

Em 1981, foram adquiridas partes importantes da primeira unidade, cujos equipamentos e materiais ficaram estocados em depósitos na França por alguns anos. O projeto foi paralisado pelo governo estadual em 1985.

No governo Olívio Dutra, a então secretária de Minas Energia e Comunicações, Dilma Rousseff, viabilizou a transferência dos equipamentos para o governo federal, ocasião em que os mesmos foram trazidos para o Brasil e armazenados em Candiota, recebendo a Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE) da Eletrobras, nesta ocasião, a incumbência de conduzir a implementação da unidade geradora já parcialmente adquirida.

Estudos técnicos desenvolvidos pela Eletrobras, sob a orientação do Ministério de Minas e Energia (MME), mostraram que a viabilidade da implantação da unidade se daria somente num outro formato, como Candiota III (Fase C) do complexo Candiota, e utilizando os equipamentos e materiais já adquiridos. A partir daí, o projeto de construção começou a sair do papel.

Segundo a CGTEE, a construção do empreendimento significou a retomada da utilização do carvão na produção de energia elétrica para atendimento do mercado brasileiro, duplicando o atual consumo deste combustível no estado, e propiciando a geração de empregos e distribuição de renda à Metade Sul do estado do Rio Grande do Sul.

Blogue sobre isso

Achou este artigo interessante?

1) Acesse o seu blog e crie num novo post:

(se você não tem um blog, pode criar o seu, utilizando um destes serviços)

2) Use a URL abaixo para pingback/trackback:

3) Rascunhe aqui seu post.

(depois basta copiar e colar no seu blog)

Respostas em blog

Não existem respostas em blog deste artigo. Quer ser o primeiro a blogar este artigo?

Tweets

Instagram

Por e-mail

Receba os artigos do Blog do Planalto diariamente por e-mail preenchendo os campos abaixo:

Digite o seu e-mail:


Um e-mail de confirmação do FeedBurner&trade será enviado para você! Confirme no link que será enviado para o seu e-mail para receber os últimos artigos do Blog do Planalto.

-