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Terça-feira, 16 de setembro de 2014 às 11:08   (Última atualização: 16/09/2014 às 15:49:03)

Brasil sai do mapa mundial da fome, aponta FAO

O Brasil reduziu em 82% a população considerada em situação de subalimentação entre 2002 e 2013. Os dados estão no Mapa da Fome, apresentado hoje pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês). O País foi citado como caso de sucesso no esforço mundial pela redução da fome. Segundo a entidade, somente 1,7% da população brasileira (3,4 milhões de pessoas) permanece em situação de insegurança alimentar. O índice abaixo dos 5% aponta o fim da fome estrutural no País.

De acordo com o levantamento sobre o estado da insegurança alimentícia no mundo, o Programa Fome Zero, que colocou a segurança alimentar no centro da agenda política, foi o que possibilitou o País a atingir a redução, incluída entre os Objetivos do Milênio da ONU. O estudo também destaca os programas de erradicação da extrema pobreza, a agricultura familiar e as redes de proteção social como medidas de inclusão social no País.“No Brasil, os esforços que começaram em 2003 tem resultado em processos bem sucedidos e políticas que tem reduzido de forma eficiente a pobreza e a fome”, diz o relatório.

“Nos últimos anos, o tema da segurança alimentar foi posto no centro da agenda política do Brasil. Isso permitiu que o País alcançasse tanto o primeiro objetivo do ODM, como da Cúpula Mundial da Alimentação””, avalia a Representante Regional Adjunta da FAO para a América Latina e Caribe, Eve Crowley.

Segundo ela, os atuais programas de distribuição de renda e erradicação da pobreza estão focados na vinculação de políticas para o fortalecimento da agricultura familiar com a proteção social. “Há ainda muito a ser feito no Brasil, mas as conquistas estão preparando o país para os novos desafios que deverão enfrentar”, afirma a representante.

Eve disse que o Brasil é um dos melhores exemplos do mundo na redução da fome: “Temos obrigação de ajudar países dentro da região. Todos têm direito a uma alimentação saudável. É um imperativo político e moral”. 

A consultora da FAO, Anne Kepple, ressaltou a importância de ter elevado as políticas a uma obrigação do Estado, por meio de lei. Para ela, a diferença do Brasil foi adotar um processo participativo e interssetorial que envolve diversas esferas e se tornou prioridade nacional. De acordo com Anne, entre as políticas que mais contribuíram para a redução está o fortalecimento da alimentação escolar e programas que beneficiam agricultores familiares, um dos mais atingidos pela falta de garantia de renda.

“Isto prova que podemos ganhar a guerra contra a fome e devemos inspirar os países a seguir adiante, com a ajuda da comunidade internacional se for necessário”, dizem, no relatório, o diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva, o presidente do Fida, Kanayo Nwanze, e a diretora executiva do PMA, Ertharin Cousin. Eles ressaltaram que “substancial e sustentável redução da fome é possível com comprometimento político”.

Terça-feira, 16 de setembro de 2014 às 10:33   (Última atualização: 16/09/2014 às 10:45:42)

Governo libera R$ 41,7 milhões para cirurgias eletivas em 22 estados

O Ministério da Saúde autorizou o repasse de R$ 41,7 milhões para a realização de cirurgias eletivas em todo o País. A Portaria 2.051, que estabelece o recurso, foi publicada nesta segunda-feira (15), no Diário Oficial da União e já está em vigor. Os recursos serão destinados para 254 municípios de 22 estados brasileiros.

Cirurgias eletivas são aquelas de média complexidade que podem ser agendadas com antecedência nos serviços de saúde, como catarata, tratamento de varizes e retirada de amígdalas.

Essa é a terceira portaria do ministério em 2014 a autorizar repasse de recursos para realização de cirurgias eletivas. Até o momento, o total de recursos destinados para eletivas é de R$ 195,89 milhões. Para o ministro da Saúde, Arthur Chioro, os repasses de recursos possibilitam a ampliação do acesso da população ao atendimento nos estados e municípios.

“O objetivo é reduzir o tempo de espera para a realização dos procedimentos e, com isso, também melhorar a qualidade de vida às pessoas que aguardam pela realização de cirurgias eletivas no Sistema Único de Saúde”, explicou.

Do total estabelecido nesta última portaria, R$ 16,48 milhões serão aplicados no Componente I das cirurgias eletivas, grupo no qual estão as cirurgias de catarata. Outros R$ 7,74 milhões vão financiar os procedimentos do Componente II, que incluem atendimentos das áreas de ortopedia, otorrinolaringologia, urologia, vasculares e oftalmologia. Além disso, R$ 17,55 milhões serão destinados ao Componente III, no qual estão procedimentos eletivos definidos pelo gestor de saúde, conforme a necessidade da região.

O recurso será repassado por meio do Fundo de Ações Estratégicas e Compensação (Faec). De acordo com dados da Pasta, em 2013 foram realizadas mais de 2,2 milhões de cirurgias eletivas no Brasil, ao custo de R$ 1,2 bilhão. Deste valor, R$ 498 milhões foram repassados por meio do Faec.

Fonte: Ministério da Saúde.

Segunda-feira, 15 de setembro de 2014 às 20:58   (Última atualização: 15/09/2014 às 21:01:17)

Geração de emprego formal muda realidade das favelas, afirma autor de “Um País Chamado Favela”

O livro “Um País chamado Favela”, dos autores Renato Meirelles e Celso Athayde, foi lançado nesta segunda-feira (15) na Cufa, em Madureira (RJ) e teve participação da Presidenta Dilma Rousseff. A publicação, da editora Gente, é resultado de pesquisa inédita, feito pelo Instituto Data Favela, e divulgada em 2013 em que apresenta radiografia das favelas brasileiras, reunindo hoje 12 milhões de habitantes, o equivalente a 6% da população brasileira.

“’Um país chamado favela’ tem como objetivo eliminar uma série de informações erradas que as pessoas sempre tiveram a respeito deste universo...

“’Um país chamado favela’ tem como objetivo eliminar uma série de informações erradas que as pessoas sempre tiveram a respeito deste universo…”, disse Celso Athayde, um dos autores do livro lançado hoje. Foto: Divulgação/assessoria de imprensa.

De acordo com os autores, o resultado surpreende quem só conhece o tema pelo estereótipo mostrado pela mídia, que muitas vezes passa uma visão de preconceito que a cidade tem da favela. Por exemplo, no País, a renda dos favelados é o equivalente ao consumo de países como Paraguai e Bolívia; e se fossem um estado, as favelas seriam o quinto mais populoso da federação, capaz de movimentar R$ 64,5 bilhões por ano.

“’Um País Chamado Favela’ tem como objetivo eliminar uma série de informações erradas que as pessoas sempre tiveram a respeito deste universo (…) e pautar a favela de uma maneira que a favela fosse a protagonista”, destacou Celso Athayde. A pesquisa que deu origem ao livro corrobora essa visão ao concluir que a maioria absoluta dos moradores das favelas se considera feliz, não tem vontade de deixar a comunidade onde mora e tem orgulho do local onde vivem. Otimistas em relação ao futuro, os moradores também acreditam que a vida na comunidade melhorou de alguma forma. E essa percepção está associada, principalmente, ao aumento da renda e da geração de emprego.

Renato Meirelles também chama atenção ao fato de favela ter passado por mudanças ao passo que o Brasil reduziu desigualdades nos últimos anos, com a renda dos 25% mais pobres crescendo 45% nos últimos 10 anos, enquanto que a dos 25% mais ricos cresceu 12%.

“A favela mudou porque mudou a economia. (…) A gente teve a favela crescendo mais economicamente que o asfalto. Essa classe média, que é 65% da favela, é 54% no Brasil. Então, em dez anos, praticamente se dobrou a participação da classe média na favela”, disse Meirelles.

O pesquisador também ressalta que o principal indutor da mudança se deu em função da criação de empregos formais, que trouxe também direitos trabalhistas e benefícios que muitos moradores das comunidades não usufruíam.

“Por mais que 1/4 da favela receba o Bolsa Família, isso é menor que no Nordeste, onde 46% recebem o Bolsa Família. O que efetivamente mudou a realidade das favelas foi a geração de emprego formal. Isso muda tudo, as pessoas passam a ter direito a crédito, passam a ter direito a férias. Com a legislação trabalhista, passam a receber 13 salários e ter 11 meses de trabalho; e recebem o adicional de 1/3 de férias. Com isso aumenta o turismo para a favela. No ano passado 1,93 milhão moradores de favela viajaram de avião”, declarou.

Meirelles ratificou o emprendedorismo como o próximo motor da economia das favelas, conforme entrevista ao Blog do Planalto, em agosto. Segundo ele, o crédito dentro das comunidades é fundamental para a estratégia de crescimento sustentável.

“Quando a gente pergunta sobre a vontade de empreender, é gigantesca dentro da favela. Detalhe interessante é que, além disso, eles não querem sair da Favela, seja para ter seu negócio, seja para morar. É como se o ecossistema econômico da Favela fizesse com que a renda de todos crescesse”, finalizou Meirelles.

De acordo com o Censo Empresarial de 2010, a Rocinha tinha 130 mil habitantes e aproximadamente 6 mil empreendimentos, a maior parte deles atuando na informalidade. Considerados os moradores que trabalham, a Rocinha é a favela campeã em empreendedores: 10,1% contra 8,5% no Complexo do Alemão; 28% dos moradores da favela têm intenção de um dia abrir o próprio negócio e, entre esses, 59% quer fazê-lo dentro da favela.

A pesquisa
A pesquisa Radiografia das favelas brasileiras foi realizada em setembro de 2013, pelo Instituto Data Favela, criado por Athayde e Meirelles. Foram entrevistadas 2 mil moradores de 63 favelas, de dez regiões metropolitanas (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pará, Ceará, Pernambuco, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul e Distrito Federal).

“Para poder fazer esse livro, a gente construiu um instituto de pesquisas, que é entre nós da Cufa e o Data Popular. (…) A gente produziu em vários estados essa pesquisa, formalizou e formou uma série de pessoas de favela, com a supervisão do Data Popular, em que essas pessoas de favela aprenderam a aplicar questionário, aprenderam a elaborar questionários e aprenderam a fazer a reflexão do resultado dele”, explicou Athayde.

Sobre os autores
Renato Meirelles - Pesquisador e presidente do Data Popular, instituto de pesquisa pioneiro no conhecimento dos consumidores das classes C, D e E no Brasil. Em 2012, integrou a comissão que estudou a Nova Classe Média, na Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. É fundador do Data Favela, especializado em análises profundas sobre as comunidades brasileiras. No Data Popular, conduziu diretamente mais de 300 estudos sobre o comportamento do consumidor emergente. Ao longo de sua carreira, já atendeu empresas de variados segmentos de varejo, indústria e serviços.

Celso Athayde - Produtor de eventos e ativista social, especializado nas favelas e periferias do Brasil. Criador da Central Única das Favelas, do Top Cufa, Prêmio Anú, Taça das Favelas, Liga de Basquete de Rua. Nasceu na Baixada Fluminense (RJ) e cresceu na Favela do Sapo. Celso escreveu os livros Falcão – Meninos do Tráfico, Mulheres e o Tráfico e Cabeça de Porco, os dois primeiros com o rapper MV Bill e o último com MV Bill e o sociólogo Luiz Eduardo Soares. Em 2013, deixou a Cufa para criar a primeira holding do Brasil focada em favelas, a Favela Holding.

Segunda-feira, 15 de setembro de 2014 às 17:12   (Última atualização: 16/09/2014 às 12:19:45)

Forças Armadas ajudam a resgatar cidadania de comunidades cariocas

A presença das Forças Armadas no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, longe de lembrar tempos de repressão, possibilita a retomada do local pelos moradores. Os militares garantem a ordem no local, possibilitando a instalação de Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs) no futuro.

Na última sexta-feira (12), a presidenta Dilma assinou decreto que prorroga a Garantia da Lei e da Ordem (GLO), autorizando permanência das FA no Complexo da Maré. Ela qualificou como um dos “maiores orgulhos” a integração no enfrentamento ao crime e pacificação nas comunidades da capital fluminense.

Para o general Francisco Brito, Comandante da Força de Pacificação, a ajuda militar resgata o sentimento a cidadania.

“A nossa presença aqui vem reestabelecer a paz social e resgatar esse sentimento de cidadania. Nós podemos perceber isso de maneira muito clara, justamente, pela presença dos órgãos do poder público, estabelecimento de limpeza urbana, remoção de carcaças de veículos”, disse.

O complexo abrange quinze comunidades, com população de 140 mil pessoas. Segundo Osmar Paiva Camelo, presidente da associação de moradores do Morro do Timbau, uma das comunidades da Maré, a população local está feliz com o processo de pacificação.

“A gente está esperando a paz na Maré. Está esperando a entrada da polícia de uma forma tranquila como está sendo com o exército. A comunidade de bem está feliz, sim, com esse acontecimento”, avalia Camelo.

No Rio, são 38 UPPs atuando em 184 comunidades. As tropas estão no Complexo da Maré desde abril cooperando com o processo de pacificação da comunidade. Na operação, militares têm poder de fazer prisões em flagrante, patrulhamentos e vistorias.

O ministro da Defesa, Celso Amorim, explicou a importância da manutenção das Forças Armadas no local.

“As Forças Armadas têm atuado dessa maneira supletiva em relação à segurança pública, garantindo as condições para que depois seja instalada uma UPP, como ocorreu em outros casos. Acho que essa é a função de ajudar a diminuir a violência, a controlar a violência, para que a polícia possa fazer o seu trabalho”, considerou.

Integração
Recentemente, o Ministério da Justiça anunciou efeitos da primeira ação do governo federal integrando várias forças de segurança. Realizado em nove estados do Nordeste, a Operação Brasil Integrado resultou na apreensão de 5,2 toneladas de explosivos, 1.405 munições, 107 armas de fogo e 166 veículos, além de 374 prisões. Três quadrilhas foram desarticuladas. Comparando o mesmo período com o ano passado, houve redução de 98,63% no número de roubos a banco, queda de 25,23% no número de homicídios dolosos e 32,20% no de roubo veicular.

Segunda-feira, 15 de setembro de 2014 às 12:44   (Última atualização: 15/09/2014 às 12:49:09)

Vila Olímpica chega a 50% de conclusão

A Vila Olímpica dos Jogos do Rio de Janeiro 2016 chegou a 50% de conclusão. Dos 31 prédios que serão construídos para receber as mais de 15 mil pessoas durante os Jogos, 17 estão prontos. A previsão é de conclusão em outubro dos outros 14. Como mostramos em agosto, as obras do Parque Olímpico e da Vila dos Atletas para os Jogos Olímpicos Rio 2016 estão a pleno vapor.

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Fotos: divulgação/cidadeolimpica.com.br. Clique na imagem e confira outras fotografias das obras.

O terreno de 800 mil metros quadrados será a casa de atletas olímpicos e paraloímpicos em 2016. Os prédios serão divididos em sete condomínios e terão 3.604 apartamentos. A Vila Olímpica fica ao lado do Parque Olímpico, um dos principais pontos de realização dos Jogos. Recentemente, em entrevista ao Blog do Planalto, a atleta de vela e medalhista olímpica, Isabel Sawn afirmou que Vila Olímpica organizada é fundamental para melhor performance do atleta.

Vila Militar
Integrantes do grupo de trabalho na área de segurança para os Jogos Olímpicos 2016 visitaram, nesta quinta-feira, algumas das obras em andamento na Vila Militar de Deodoro. O local abrigará diversas competições do evento esportivo, como hóquei, pentatlo moderno, tiro, rugby e hipismo. Ao todo, 11 modalidades olímpicas e quatro paraolímpicas serão disputadas no Complexo que está em construção. O local também contará com alojamentos, vestiários e apartamentos para os tratadores de cavalos.

Uma das obras em andamento é a do futuro Parque Radical, onde acontecerão provas de canoagem e BMX (bicicross). Segundo o coronel Paul Cruz, assessor especial dos Jogos Olímpicos, todo o espaço do parque será cedido à Prefeitura ao final do evento.

“O parque ficará de legado para a população como a segunda maior área de lazer da cidade. São 510 mil m²”, disse. O coronel lembrou ainda que estão em andamento projetos de esgotamento sanitário e a Transolímpica – via expressa com ônibus BRT que passará na região do Complexo de Deodoro e, no futuro, se conectará à Transcarioca, BRT inaugurado em junho pela presidenta Dilma Rousseff.

Fonte: Portal Brasil 2016 e Ministério da Defesa.

Segunda-feira, 15 de setembro de 2014 às 9:59  

Lançamento do livro “Um País chamado Favela”

Agenda presidencial

A presidenta Dilma Rousseff tem agenda no Rio de Janeiro nesta segunda-feira (15). Dilma participará às 15h do lançamento do livro “Um País chamado Favela” de Renato Meirelles e Celso Athayde, na Central Única das Favelas (Cufa), em Madureira (RJ).

Domingo, 14 de setembro de 2014 às 10:00  

Satélite brasileiro vai melhorar comunicação em regiões mais afastadas do Brasil

Contrato assinado entre o Ministério da Defesa e Telebrás na quinta-feira (11) permitirá ao Brasil ter o primeiro satélite de comunicação e defesa 100% controlado por instituições brasileiras. Atualmente, os satélites que auxiliam comunicação do País são controlados por estações de fora.

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O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) tem previsão de conclusão para 2016 e, quando estiver em órbita, terá banda de uso exclusivo militar, garantindo segurança total nas transmissões de informações estratégicas do País.

“Esse é um momento histórico, em que o Brasil irá comandar seu satélite e usá-lo de forma estratégica”, disse o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), general José Carlos De Nardi, durante a cerimônia de assinatura do contrato.

O general destacou que a novidade trará “vantagem enorme” para operações de proteção do País, como os projetos de implantação do Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SISGAAz), a cargo da Marinha, e do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), sob execução do Exército Brasileiro.

O projeto de construção e controle do satélite também prevê transferência de tecnologia, o que dará ao Brasil o domínio desse tipo de conhecimento, podendo ser disseminado nas mais diversas áreas – em especial, no meio da indústria de defesa.

O investimento da área de Defesa no projeto será de R$ 489 milhões – o que equivale a 22% do custo total do satélite.

Plano Nacional de Banda Larga – PNBL
O satélite também facilitará a execução do Plano, levando comunicação às regiões mais afastadas do Brasil, que ainda dependem da construção de rotas de fibra ótica para terem acesso à internet.

“É estratégico para a Telebrás fazer parte desse momento do país, de retomada do controle tecnológico, de operações de um satélite estratégico”, disse o presidente da empresa, Francisco Ziober. “Nós vamos levar cidadania às comunidades mais isoladas, por meio do satélite”, completou.

Fonte: Ministério da Defesa.

Sábado, 13 de setembro de 2014 às 11:03   (Última atualização: 15/09/2014 às 16:08:47)

Ministro diz que 48% dos contratos do Fies atendem a estudantes pretos e pardos

O ministro da Educação, Henrique Paim, disse na quarta-feira (10) que 83% dos estudantes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) têm renda familiar per capita média de até um salário mínimo e meio, ao falar na abertura do 1º Seminário de Avaliação da Lei de Cotas. Ele ressaltou ainda que 48% dos contratos de financiamento são com pessoas pretas ou pardas.

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O seminário reuniu representantes de diversas instituições para discutir a política de cotas e os aperfeiçoamentos que podem ser feitos no acesso à educação superior por parte de alunos de escolas públicas, negros e indígenas. A Lei de Cotas define, entre outras coisas, o preenchimento de 50% das vagas em universidades federais por estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas, atendendo no mínimo à proporção de pretos, pardos e indígenas da população local. Além disso, metade deve ser reservada para aqueles com renda familiar igual ou inferior a 1,5 salário mínimo.

Segundo Paim, 37% das vagas do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) foram destinados a cotas e todas as universidades federais já atingiram o mínimo previsto em lei, de 25% das vagas destinadas a cotas. Ele disse ainda que 52% dos estudantes do Programa Universidade para Todos (ProUni) são negros (pretos ou pardos).

Para o ministro, quando se fala em redução das desigualdades educacionais, não significa atendimento diferenciado, mas a garantia de que o estudante tenha acesso nas mesmas condições daqueles que não têm registro de desigualdade. “As políticas afirmativas na área educacional são a verdadeira redenção que nós podemos ter, porque é a partir da educação que vamos garantir a perenidade na recuperação da história brasileira, que passou por séculos de escravidão”, disse Paim.

A ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros, disse que é importante definir uma metodologia de monitoramento da Lei de Cotas que permita medir o efeito que a lei tem provocado na democratização do acesso à educação superior no Brasil.

Segundo ela, o País passa hoje por processos de transição demográfica e de sistema produtivo baseados principalmente no aumento da escolaridade da classe trabalhadora e nos investimentos em inovações tecnológicas feita pelas empresas. “Isso significa um desafio para o conjunto da sociedade e para a população negra, especificamente. As mudanças provocadas nesses últimos anos foram significativas, mas ainda insuficientes para eliminar as profundas desigualdades raciais, que são um núcleo duro das desigualdades que marcam a sociedade brasileira”, disse a ministra.

Para Luiza Bairros, as ações afirmativas vão acelerar o processo de inclusão. “Se é verdadeiro, como dizem os demógrafos, que esse processo de mudança no perfil da população pode acabar nos próximos oito ou dez anos, podemos aproveitar esse período de oportunidade para inclusão, que não é exclusivo para negros, mas para todos os setores da sociedade que ficaram de fora dos benefícios dos processos de desenvolvimento pelos quais o país passou”.

Fonte: EBC.

Sexta-feira, 12 de setembro de 2014 às 18:11   (Última atualização: 15/09/2014 às 11:28:17)

Dilma prorroga uso das Forças Armadas no Complexo da Maré

"Eu tenho muito orgulho da política de segurança praticada aqui, nessa cooperação", afirmou Dilma em ato de assinatura do decreto de prorrogação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva, CPOR/RJ. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

“Eu tenho muito orgulho da política de segurança praticada aqui, nessa cooperação”, afirmou Dilma em ato de assinatura do decreto de prorrogação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva, CPOR/RJ. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

Em visita ao Rio de Janeiro nesta sexta-feira (12), a presidenta Dilma Rousseff se reuniu com o governador do estado, Luiz Fernando Pezão, na Comunidade da Maré, para assinatura de decreto que prorroga a Garantia da Lei e da Ordem (GLO), autorizando permanência das Forças Armadas no Complexo da Maré. Ela qualificou como um dos “maiores orgulhos” a integração dos esforços entre União, estado e município no enfrentamento ao crime e pacificação nas comunidades da capital fluminense.

No Rio, são 38 Unidades de Políticas Pacificadoras (UPPs) atuando em 184 comunidades. As tropas estão no local desde abril cooperando com o processo de pacificação da comunidade. Na operação, militares têm poder de fazer prisões em flagrante, patrulhamentos e vistorias. Para a presidenta, o decreto é a continuidade de uma política de integração que transformou a realidade da segurança pública local e tornou a cidade uma referência no assunto.

“Nós demos início a uma relação muito importante. Uma relação de integração e cooperação entre os governos federal, estadual e municipal. Aqui nós iniciamos essa parceria que possibilitou a recuperação de territórios de alta vulnerabilidade social comandadas pelo crime organizado. Uma parceria que implica em respeito entre as linhas de comando das instituições da área de segurança publica”, afirmou.

A presidenta reafirmou o governo federal como indutor de políticas na área de segurança pública ao enaltecer a parceria com o estado do Rio de Janeiro e o município na integração de forças de segurança.

“Há um preceito constitucional que atribui aos estados a questão da segurança pública. Nós discordamos desse preceito porque achamos que o papel do governo federal tem de ser um papel ativo na área da segurança pública, não pode ser um papel de simples repassador de fundos.”

Além disso, Dilma falou da importância dos Centros de Comando e Controle, presentes nas 12 cidades-sede da Copa. “Essa integração nós queremos que se reproduza. Queremos Centros de Comando e Controle em todos os estados para impedir o tráfico e o tráfego de drogas, armas e demais ações do crime organizado. Temos que interagir, que agir em conjunto na área de equipamentos e de inteligência”, enfatizou.

Homenagem
Durante a solenidade , a presidenta Dilma homenageou o capitão Uanderson Manoel da Silva, comandante da UPP Nova Brasília, morto na quinta-feira (11) em confronto com traficantes no Complexo do Alemão.

“Honrar a memória do capitão Uanderson é nunca desistir, é a certeza que todo mundo pode ter que nós iremos continuar determinados a enfrentar o crime organizado”, afirmou Dilma.

A presidenta também manifestou pesar aos demais agentes de segurança pública que morreram no cumprimento do dever em “busca da afirmação da segurança pública.”

Forças integradas
Recentemente, o Ministério da Justiça anunciou efeitos da primeira ação do governo federal integrando várias forças de segurança. Realizado em nove estados do Nordeste, a Operação Brasil Integrado resultou na apreensão de 5,2 toneladas de explosivos, 1.405 munições, 107 armas de fogo e 166 veículos, além de 374 prisões. Três quadrilhas foram desarticuladas. Comparando o mesmo período com o ano passado, houve redução de 98,63% no número de roubos a banco, queda de 25,23% no número de homicídios dolosos e 32,20% no de roubo veicular.

Confira a íntegra

Sexta-feira, 12 de setembro de 2014 às 12:08   (Última atualização: 12/09/2014 às 19:18:42)

Economia cresce 1,50% em julho e tem melhor resultado em 6 anos, diz Banco Central

A economia do País inverteu a tendência de queda e apresentou crescimento no começo deste segundo semestre, com avanço de 1,50% em julho em relação ao mês anterior, de acordo com Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado nesta sexta-feira (12).

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Esse indicador, considerado pelo mercado como espécie de antecedente do Produto Interno Bruto (PIB), mostra recuperação da atividade econômica no período, atingindo o maior crescimento mensal desde junho de 2008 (3,32%), pouco antes da crise financeira internacional.

Em relação a julho de 2013, o avanço foi de 5,28%, segundo os dados sem ajustes para o período. O resultado de julho também interrompe a sequência de duas quedas mensais seguidas. Em junho, o indicador recuou 1,51% e em maio, 0,46%, de acordo com dados já revisados pelo Banco Central.

No acumulado do segundo trimestre, os dados revisados pelo Banco Central apresentam uma contração de 0,83% da atividade econômica, ante queda de 1,2% nos três primeiros meses do ano.

O IBC-Br é composto por índices que registram o nível de produção em três setores básicos da economia: serviços (comércio), indústria e agropecuária, além dos impostos sobre produtos. Em julho, a produção industrial mostrou avanço de 0,7% frente a junho após cinco meses de queda, indicando possível retomada do crescimento.

Fonte: Portal Brasil.

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