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Quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016 às 22:16   (Última atualização: 11/02/2016 às 22:33:24)

Ministros visitarão casas em mobilização nacional contra o Aedes aegypti

Ministros aulinha contra zika

Ministros acertam detalhes do Dia Nacional de Mobilização para o Combate ao Aedes aegypti, ação que será realizada simultaneamente em 353 municípios. Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr

Os ministros do governo federal vão participar, neste sábado (13) de uma grande mobilização contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus da dengue, chikungunya e zika. A ação será realizada, simultaneamente, em 353 municípios brasileiros, com apoio de secretários-executivos, presidentes de estatais e 220 mil militares.

A ordem foi dada pela própria presidenta Dilma Rousseff, que vai acompanhar toda a ação do Rio de Janeiro, sede dos Jogos Olímpicos 2016.  Nesta quinta-feira (11), foi realizada uma reunião para acertar os detalhes do chamado Dia Nacional de Mobilização para o Combate ao Aedes aegypti.

Tivemos uma reunião hoje, coordenada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, com todos os ministros, secretários-executivos, presidentes de empresas e autarquias federais. Ou seja, toda a cúpula do governo federal”, relatou o ministro da Saúde, Marcelo Castro. De acordo com ele, o objetivo é que todos estejam bem preparados “para o grande dia”.

Além das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica), prefeitos, governadores e, agora, os ministros, a operação vai contar com aproximadamente 46 mil agentes de combate às endemias e 266 mil agentes comunitários de saúde.

Esforço Máximo
“Selecionamos 353 cidades onde faremos essa ação. Cada ministro, cada diretor de empresa irá para uma cidade diferente dos diversos estados. Qual a finalidade dessa grande mobilização? É mostrar que o governo federal, os governos estaduais e os governos municipais estão fazendo o esforço máximo para combater o mosquito”.

Marcelo Castro alerta, no entanto, que nem mesmo esse esforço será suficiente para deter o Aedes aegypti se a população não se engajar na luta. “É preciso que a sociedade também se mobilize. Mesmo porque dois terços dos criadouros do mosquito estão dentro das residências. Então, o que estamos pedindo? Que as pessoas tirem 15 minutos de um dia por semana – estamos sugerindo que seja no sábado, o sábado da faxina. Com 15 minutos, a pessoa pode percorrer o quintal da sua casa, pode percorrer a sua casa e destruir todos os criadouros, eliminar todos os criadouros do mosquito, para não deixa-lo nascer”.

E, já que não existe vacina e tampouco um remédio contra o zika vírus , a maneira mais eficiente de combater o mosquito é não o deixando nascer. “Há vários exemplos de cidades que conseguiram eliminar o mosquito. Mas, em todos esses casos, houve a participação efetiva da sociedade, que tem de ser um trabalho continuado, permanente, ininterrupto. Nós precisamos vencer essa luta contra o mosquito que está transmitindo três doenças graves: dengue, zika e chikungunya. Nós, governo e sociedade, venceremos o mosquito”, afirma Marcelo Castro.

Quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016 às 8:02  

Ministros Eduardo Braga e Jaques Wagner e governador Luiz Fernando Pezão

Agenda presidencialA presidenta Dilma Rousseff se reúne nesta quinta-feira (11), às 10h, com o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, no Palácio do Planalto. Em seguida, às 11h, recebe o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, também no Planalto.

Às 17h, ainda no Planalto, se encontra com o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão.

*Agenda sujeita a alterações ao longo do dia. Para atualizações, acesse o Portal Planalto.

Quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016 às 20:09   (Última atualização: 10/02/2016 às 20:53:29)

Igrejas cristãs vão ajudar combate ao Aedes aegypti

O encontro da presidenta Dilma Rousseff com representantes do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), nesta quarta-feira (10), selou o acordo para que a instituição religiosa colabore com  erradicação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, do zika vírus e da febre chikungunya, no País

“Como estamos na Campanha da Fraternidade Ecumênica, que tem como tema ‘Casa Comum, Nossa Responsabilidade’, e como foco o saneamento básico, nós vamos trabalhar também nesse sentido [de combate ao mosquito]. A questão do cuidado com a casa comum é nossa também, não só do poder público. Começa na nossa casa, passa pelo nosso bairro e vai até o nosso município”, disse. 

Saímos mais envolvidos na questão e, certamente, as igrejas vão participar dessa campanha de enfrentamento ao Aedes aegypti e, consequentemente, ao zika vírus”, acrescentou.

O representante da Aliança de Batistas do Brasil (ABB), Joel Zeferino, reconhece a questão como parte do papel social da igreja. “Dois terço dos focos do Aedes aegypti estão dentro das casas das pessoas. É muito difícil para o Estado, entrar de casa em casa e fazer esse combate. É preciso, então, conscientizar a população para se fazer esse tipo de controle perene”, ressaltou Zeferino.

Mobilização nacional
Neste sábado (13), o governo irá mobilizar 220 mil militares das Forças Armadas para cumprir a meta de visitar 3 milhões de residências, em 356 municípios, para conscientizar e orientar a população no combate ao mosquito.

Também serão distribuídos panfletos com um número de telefone local que irá receber denúncias de locais onde possivelmente haja proliferação do mosquito.

Campanha da Fraternidade
Neste ano, a Campanha da Fraternidade será ecumênica, reunindo todas igrejas cristãs do Brasil, como católicas e evangélicas, por exemplo. O tema é “Casa Comum, Nossa Responsabilidade” e trata de saneamento básico.

Durante a manhã desta quarta (10), o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, participou do lançamento da campanha., realizada no Brasil desde 1963. Esta é a quarta vez que a inciativa será feita de forma ecumênica.

Quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016 às 18:58   (Última atualização: 10/02/2016 às 19:58:47)

Presidenta Dilma recebe representantes de igrejas cristãs no Palácio do Planalto

Dilma recebe cristãos para tratar do combate à zika

Dilma com representantes do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), no Palácio do Planalto: Campanha da Fraternidade 2016, lançada hoje, será ecumênica, reunindo igrejas Católica e evangélicas. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

 

Quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016 às 8:05  

Representantes do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil e ministro Edinho Silva

Agenda presidencialA presidenta Dilma Rousseff se encontra, nesta quarta-feira (10), às 15h, com representantes do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), no Palácio do Planalto.

Às 17h, recebe o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Edinho Silva.


*Agenda sujeita a alterações ao longo do dia. Para atualizações, acesse o Portal Planalto.

Domingo, 7 de fevereiro de 2016 às 9:27  

Semana em Imagens: combate à zika, recepção de presidentes, inauguração de fábrica e Minha Casa


Sábado, 6 de fevereiro de 2016 às 18:41   (Última atualização: 06/02/2016 às 18:59:31)

Semana do Planalto: presidentes da Bulgária e da Bolívia, mensagem ao Congresso e Nobel da Paz

Sábado, 6 de fevereiro de 2016 às 9:10  

‘Bolsa Família é um programa de democratização do poder’, diz Nobel da Paz

O ativista indiano Kailash Satyarthi é reconhecido mundialmente como um dos principais porta-vozes da luta contra o trabalho infantil. Uma de suas missões, que libertou 80 mil crianças em situação de escravidão na Índia, foi reconhecida, em 2014, com o Prêmio Nobel da Paz, ao lado da paquistanesa Malala Yousafzai.

Em visita ao Brasil, o ativista participou de reuniões com ministros e autoridades. Na última quinta-feira (4), Satyarthi teve um encontro com a presidenta Dilma Rousseff para discutir novas ações contra o trabalho infantil e sugeriu que o Brasil encabece uma conferência entre os países do Brics, para debater a sustentabilidade na pauta da infância.

O indiano se declarou parceiro do País e fã das políticas públicas brasileiras de inclusão social e combate à pobreza. “O Bolsa Família não é simplesmente um programa de desenvolvimento, é a democratização do poder e o empoderamento da população pobre. Mais importante que isso, ele cria esperança na parcela mais pobre da sociedade”, disse, em entrevista exclusiva ao Portal Brasil, no Palácio do Planalto.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista:

- O que levou o Sr. a trabalhar com o tema do trabalho infantil?

- Kailash Satyarthi: Era muito apaixonado desde a minha própria infância sobre o assunto. Quando tinha cerca de cinco anos, vi um garoto sapateiro trabalhando no portão da minha escola. Era meu primeiro dia de escola e fiquei chocado. Perguntei aos meus professores, aos meus amigos e todo mundo disse ‘ah, são crianças pobres e estão trabalhando’, como se não tivesse nada fora do comum. Depois de uma semana, fui àquela criança sapateira e perguntei ao seu pai: “por que você não manda seu filho à escola?”. Ele respondeu que nunca tinha conversado sobre isso. Ele disse que seu pai, seu avô e ele, todos começaram a trabalhar na infância, e assim seria com seu filho. Ele disse para mim que, talvez eu não soubesse, mas eles eram obrigados a trabalhar. Essa foi a resposta dele, mas foi um desafio para mim durante toda a minha vida. Por que algumas crianças eram obrigadas a trabalhar, aos custos da sua educação, saúde, liberdade, infância e isso deveria ser aceitável? Comecei a pensar nisso e a enxergar o mundo com um olhar diferente. Fiz graduação, me tornei um engenheiro e dei aulas na universidade. Mas finalmente segui meu coração, deixei minha carreira e comecei a trabalhar com esse assunto. Foi um pouco difícil, porque não tinha exemplos no meu país para aprender a lutar. Principalmente porque ele não é, muitas vezes, visto como um problema. Mas, aos poucos, as pessoas foram enxergando essa questão não simplesmente como a pobreza, e sim a negação de direitos, dignidade e liberdade. Isso não é negociável.

- Quais iniciativas brasileiras considera exitosas no combate ao trabalho infantil?

- Satyarthi: Penso que a iniciativa mais bem-sucedida, definitivamente, é o Bolsa Família, porque junta diferentes aspectos da infância. Desse modo, a criança não é vista isoladamente. Ela é vista como parte de uma família. A educação, a saúde, a erradicação da pobreza e má nutrição, tudo isso é contemplado em um só programa, e é muito impressionante – e isso tudo condiciona a transferência de renda. Aquele dinheiro é dado às mães de filhos que estão indo à escola e os que estão recebendo atenção de saúde. O Brasil tem uma legislação muito mais progressista contra o trabalho infantil e trabalho forçado do que os padrões internacionais. O Brasil dá exemplo nesse quesito e deve ser seguido por outros países.

- O Sr. acredita que iniciativas parecidas podem ser utilizadas em países semelhantes ao Brasil, como a própria Índia?

- Satyarthi: A Índia também tem esse problema, mas nós tivemos progresso ao longo dos anos. Não é só o crescimento da economia, tecnologia de informação e engenharia. É igualmente importante o fato de termos constituído o direito legal à educação. Temos leis específicas para garantir educação gratuita para todas as crianças. E pudemos assistir à redução do trabalho infantil de 12,5 milhões de crianças, há dez anos, para cerca de quatro milhões agora. Houve progresso, mas esses países como a Índia, Brasil, África do Sul, Rússia, todos esses países do Brics e semelhantes, têm demonstrado liderança em diversas formas. Apesar de todas as dificuldades e desafios que eles têm enfrentado por dentro e fora, suas vozes agora são ouvidas. E eles deveriam tomar a liderança e mostrar a todo o mundo que conseguimos achar soluções. Mas é necessário demonstrar suas práticas, garantir que elas funcionem de forma adequada, para mostrar que os problemas relacionados à infância estão resolvidos e serem modelos para todo o mundo. Eles devem ser os porta-vozes para o resto do planeta e falarem alto: priorizem as crianças, gastem mais verba com a infância e a educação infantil, garantam sua proteção e saúde, e as políticas serão mais integradas.

- O Sr. elencou o Bolsa Família como sendo a principal política pública brasileira contra o trabalho infantil. O programa é alvo de muitas críticas no País. Por que você acha que essas críticas existem?

- Satyarthi: Qualquer tentativa de mudar o status quo da sociedade sempre irá encarar críticas. O criticismo contra o Bolsa Família não é uma coisa nova. Aqueles que sentem que controlam o poder das terras, o poder do dinheiro e o poder do lucro se sentem ameaçados. Porque agora, com o Bolsa Família, o poder está sendo descentralizado. O Bolsa Família não é simplesmente um programa de desenvolvimento, é a democratização do poder e o empoderamento da população pobre. Mais importante que isso, ele cria esperança na parcela mais pobre da sociedade. Eles se sentem empoderados e algumas pessoas não gostam disso.

Sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016 às 8:00  

Reunião com o ministro Ricardo Berzoini, da Secretaria de Governo

Agenda presidencialNesta sexta-feira (5), a presidenta Dilma Rousseff recebe o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, às 10h, no Palácio do Planalto.

*Agenda sujeita a alterações ao longo do dia. Para atualizações, acesse o Portal Planalto.

Quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016 às 22:07   (Última atualização: 04/02/2016 às 22:31:20)

Nobel da Paz diz que Brasil é exemplo e deve liderar combate ao trabalho infantil no mundo

Dilma e o nobel da Paz

Satyarthi: “Durante 15 anos, número de crianças trabalhando no Brasil vem caindo de forma notável. Sempre fui um grande admirador dos mecanismos que Brasil tem implementado e que têm servido de modelo para todo o mundo”. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

O ativista indiano Kailash Satyarthi, ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 2014 pelo seu trabalho para a erradicação do trabalho infantil e contra o trabalho escravo, afirmou que o Brasil tem todas as condições de encabeçar uma conferência global, a fim de propor uma agenda abrangente sobre as questões de interesse das crianças. Ele afirmou que esse foi um dos principais temas da conversa que teve com a presidenta Dilma Rousseff nesta quinta-feira (4), em Brasília.

“Durante 15 anos a fio o número de crianças trabalhando no Brasil vem caindo de forma notável. Sempre fui um grande admirador da sociedade brasileira e do Brasil como País. Particularmente do sucesso das instituições democráticas, da democracia, dos mecanismos de instituições que Brasil têm implementado e que têm servido de modelo para todo o mundo”, destacou.

O ativista elogiou também o Bolsa Família. Para ele, foi o programa de transferência de rende que promoveu a saúde, reduziu a pobreza aguda, o trabalho infantil e o analfabetismo nos últimos 12 anos de forma notável.

“Isso foi possível graças ao forte papel desempenhado pela sociedade civil. Mas também por causa de iniciativas inovadoras, como Bolsa Escola e depois o Bolsa Família no Brasil. Essas iniciativas não só reduziram o número de crianças trabalhando propriamente, mas também criaram a confiança de que o Brasil, a América Latina, o mundo, os governos, a sociedade civil, podem, atuando ombro a ombro, em conjunto e com empenho e compromisso, efetivamente erradicar e reduzir a zero o trabalho escravo. Isso foi possível, neste País, indubitavelmente, graças às lideranças do presidente Lula e da presidenta Dilma”.

O indiano disse estar muito impressionado com o interesse da presidenta Dilma acerca dos assuntos internacionais referentes à infância, como violências contra as crianças, analfabetismo, fome, pobreza e trabalho infantil. “Discutimos sobre como o crescente poder e o papel dos países em desenvolvimento, como aqueles agregadas sob o bloco dos Brics, podem efetivamente dar um exemplo a todo o mundo sobre como a agenda de combate ao infantil pode ser alavancada e beneficiar iniciativas afins.”

E enfatizou que a “boa nova” é que todas as principais questões relacionadas às crianças de todo o mundo estão agora incorporadas e refletidas nos novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS). “Assim, pela primeira vez na história, as questões relativas às crianças, tais como trabalho infantil, escravidão moderna, tráfico e violência contra as crianças, qualidade da educação e educação inclusiva para todas as crianças do mundo encontraram um espaço no âmbito dos atuais Objetivos do Desenvolvimento Sustentáveis”, comemorou.

Satyarthi disse ainda que agora quer ver o Brasil à frente de uma iniciativa para que os países adotem uma abordagem holística, ampla e abrangente, de forma a traduzir essas políticas em iniciativas nos âmbitos nacionais e globais. Ele lembrou que, até o fim do ano 2000, o número de trabalhadores infantis em escala global vinha aumentando, chegando a um pico de 260 milhões, aproximadamente. Agora esse número caiu para 168 milhões de trabalhadores. Nesse mesmo período, o número de crianças fora da escola, que no ano 2000 somava cerca de 230 milhões, também caiu para 59 milhões em escala global.

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