Portal do Governo Brasileiro

Tamanho da fonte:


Domingo, 1 de março de 2015 às 7:30  

Relações entre Brasil e Uruguai estão em estágio excepcional, avalia embaixador

A presidenta Dilma Rousseff será uma das chefes de Estado presentes à cerimônia de posse de Tabaré Vázquez, que assume a presidência do Uruguai neste 1º de março, sucedendo José Mujica.

O Uruguai tem sido, nos últimos anos, um dos principais parceiros comerciais do Brasil na América Latina. O Brasil é o principal destino das exportações uruguaias e o segundo maior fornecedor de produtos para o país. Em 2014, o intercâmbio bilateral alcançou US$ 4,86 bilhões (crescimento de mais de 25% em relação a 2013), superando recorde histórico anterior, registrado em 2012.

Segundo o embaixador brasileiro no Uruguai, João Carlos de Souza Gomes, as relações de cooperação e interconexão entre os dois países têm se ampliado nos últimos anos em diversos setores. Ele destaca que Brasil e Uruguai atuam fortemente para ampliar integração não só bilateralmente quanto regionalmente, sobretudo no âmbito do Mercosul e Unasul.

Prova disso é o Grupo de Alto Nível Brasil-Uruguai (GAN), um projeto de integração profunda e abrangente, concebido como motor e exemplo para o aprofundamento do processo de integração regional. Seu objetivo é coordenar a implementação de projetos bilaterais prioritários, centralizando as iniciativas desenvolvidas nas diversas áreas do relacionamento bilateral. O embaixador brasileiro enumera diversos projetos em andamento que trarão benefícios nas áreas de infraestrutura, circulação de bens e pessoas e comércio interregional.

“Foi concluída a ferrovia que vai unir o Brasil ao Uruguai e isso tem um significado muito importante porque a maior parte do comércio entre os dois países é feito através de rodovias. Então, ao disponibilizar-se uma ferrovia, você vai conseguir um aumento do comércio a custos mais reduzidos”, cita João Carlos.

João Carlos destaca outra obra que trará importantes benefícios para toda a região: a construção da segunda ponte sobre o rio Jaguarão, que divide Brasil e Uruguai. “Essa obra vai permitir o aumento do fluxo de caminhões e de carros de passeio e medidas também na área da livre circulação de bens e pessoas”, afirma.

O embaixador acredita que as relações entre Brasil e Uruguai atingiram um estágio excepcional e diz que o mandato de Tabaré Vázquez dará continuidade às parcerias já existentes entre os dois países.

“De fato, o Brasil e o Uruguai são países irmãos. Nós temos certeza que a relação deve continuar nesse mesmo nível de intensidade, de amizade e cooperação. Nós temos pela frente ainda um largo caminho a ser percorrido, mas que está sendo acelerado de uma forma muito harmônica em benefício dos dois países. Sempre digo que entre o Brasil e o Uruguai nada nos separa e tudo nos une”, finaliza.

Domingo, 1 de março de 2015 às 7:00  

Posse presidente do Uruguai, Tabaré Vásquez

Agenda presidencial

Neste domingo, 1º de março, a presidenta Dilma Rousseff tem agenda pela manhã em Montevidéu, Uruguai. À tarde, a presidenta volta para o Brasil, onde tem agenda no Rio de Janeiro. As agendas do Uruguai estão no horário de Brasília.

Às 09h, Dilma Rousseff participa da Sessão Solene de Compromisso de Honra e Declaração de Fidelidade Constitucional na Sala das Sessões da Assembleia Geral, no Palácio Legislativo. Às 11h30, a mandatária brasileira acompanha cerimônia de transmissão de mandato Presidencial de José Mujica para Tabaré Vasquez, na Plaza Independência.

A presidenta embarca para o Rio de Janeiro às 12h45, onde às 15h45 faz percurso inaugural do Túnel Rio 450 e, às 16h, inaugura Túnel Rio 450, no centro.

Às 18h, Dilma participa de cerimônia de aniversário dos 450 anos da cidade do Rio de Janeiro, no Palácio da Cidade. Dilma Rousseff volta para Brasília às 20h40, aonde chega às 22h.

*Agenda sujeita a alterações ao longo do dia. Para atualizações, acesse o Portal Planalto.

Sábado, 28 de fevereiro de 2015 às 17:22   (Última atualização: 01/03/2015 às 01:57:15)

Mercosul aprova modelo de placas unificadas para veículos do bloco

Foi aprovado neste sábado (28) o modelo da placa unificada para veículos dos cinco países que fazem parte do Mercosul – Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela. Em reunião nesta tarde no Uruguai, a presidenta Dilma Rousseff disse que a placa unificada é o início da integração entre o bloco em termos de movimentação de pessoas.

Nova placa facilitará fiscalização, circulação e controle de veículos dentro do bloco. Imagem: Divulgação/Mercosul.

Nova placa facilitará fiscalização, circulação e controle de veículos dentro do bloco. Imagem: Divulgação/Mercosul.

“É um passo que vai ser seguido de vários outros passos para que se possa consolidar a integração”, afirma. Após cumprimentar o presidente uruguaio José Mujica e autoridades presentes, Dilma disse “demos o primeiro passo, agora trata-se de caminhar para frente”, disse à imprensa após cerimônia de inauguração do Parque Eólico Artilleros.

A norma, que vale a partir de 2016, foi incorporada na Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A placa facilitará a circulação e o controle de veículos nos países bloco, contribuindo, por exemplo, para uma melhor fiscalização aduaneira e migratória.

Além disso, a unificação resultará em um sistema integrado de consultas às informações dos veículos. Essa integração também facilitará o acesso a dados de propriedade, modelo, marca, fabricação e tipo de veículo, além de gerar informações sobre roubos e furtos.

A partir de 1º de janeiro de 2016, a placa comum será de uso obrigatório para todos os veículos registrados pela primeira vez. Os países que desejarem poderão antecipar a adoção da placa.

Sábado, 28 de fevereiro de 2015 às 14:27   (Última atualização: 01/03/2015 às 00:45:12)

Parque eólico no Uruguai possibilita integração e melhor proveito da energia da America Latina

"Nós vamos ter também uma linha de transmissão que vai permitir que, no Brasil e no Uruguai, nós construamos um sistema interligado de geração de energia que vai dar mais segurança para as nossas populações e uma energia de melhor qualidade e mais barata", afirmou Dilma na chegada a Colônia. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

A integração energética dará mais segurança às populações de Brasil e Uruguai, além de energia com mais qualidade e mais barata. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

Ao inaugurar o Parque Eólico Artilleros, neste sábado (28), no Uruguai, a presidenta Dilma Rousseff destacou o primeiro empreendimento da Eletrobras a gerar energia no exterior, em parceria com a companhia elétrica uruguaia, UTE. Segundo ela, a inauguração “faz parte de uma visão do modelo pelo qual nós temos de nos pautar para construir com os demais países a nossa integração”.

Em entrevista concedida logo antes da solenidade, a presidenta explicou que uma ação conjunta comum entre os países na infraestrutura energética ajudará a garantir que haja um sistema elétrico latino-americano de qualidade.

“Junto com esses cataventos, esses moinhos de vento, como dizem os uruguaios, nós vamos ter também uma linha de transmissão que vai permitir que, no Brasil e no Uruguai, nós construamos um sistema interligado de geração de energia que vai dar mais segurança para as nossas populações e uma energia de melhor qualidade e mais barata”, afirmou.

Dilma também citou, como fruto da parceria, a construção da linha de transmissão entre São Carlos, no Uruguai, e Candiota, no Brasil. “Aí teremos condição de fato de falar em um sistema interligado”, disse. Artilleros faz parte da estratégia de internacionalização da Eletrobras, que busca melhorar a competitividade e a geração de valor.

No discurso, a presidenta afirmou que a inauguração supera a exigência de que o sistema elétrico brasileiro tivesse ciclos diferentes do Uruguai, impossibilitando o intercâmbio energético. “É um marco na ruptura com o passado colonial de separação e o que vamos construir são as condições para toda América Latina desfrutarem das riquezas que devemos transmitir aos nosso povos”, frisou.

Para a presidenta, o Artilleros possui significado político maior do que o energético. “É demonstrar algo imprescindível, que é possível a integração com os dois lados ganhando, se respeitando e gerando emprego”, disse.

Dilma ressaltou que a integração beneficiará diretamente a população, garantindo barateamento do consumo e segurança energética. “Teremos uma energia que será mais barata, beneficiando famílias, mães, empresas e todos aqueles que batalham”.

Confira a íntegra

Sábado, 28 de fevereiro de 2015 às 13:49   (Última atualização: 28/02/2015 às 14:05:51)

Secretaria-Geral lamenta morte de caminhoneiro e reforça compromisso com diálogo

Nota Oficial

A Secretaria-Geral da Presidência da República soltou nota neste sábado (28) em que lamenta morte de caminhoneiro por atropelamento na BR-392 e reforça que propostas anunciadas na semana são o caminho para a normalização das rodovias. Veja a nota na íntegra.

A Secretaria-Geral da Presidência da República lamenta a morte por atropelamento do caminhoneiro Cléber Adriano Machado Ouriques, na manhã deste sábado, na BR-392, em São Sepé, no Rio Grande do Sul.

Ao mesmo tempo em que se solidariza com familiares e amigos da vítima, o governo federal reforça o compromisso e a disposição para o diálogo.

As propostas anunciadas nesta semana em reunião, em Brasília, entre representantes dos caminhoneiros, empresários e governo são o caminho para a normalização das rodovias.

Secretaria-Geral da Presidência da República

Sábado, 28 de fevereiro de 2015 às 11:58   (Última atualização: 28/02/2015 às 13:39:12)

Tempo real: Inauguração do Parque Eólico Artilleros, no Uruguai

12h24 – Começa agora a cerimônia de inauguração do Parque Eólico Artilleros. Acompanhe os minuto a minuto do discurso da presidenta Dilma no Twitter do Blog do Planalto.

A presidenta Dilma Rousseff o presidente José Mujica acionarão essa réplica de aerogerador. Ao lado, a placa de inauguração do Parque Artilleros. Foto: Marco Mari - Gabinete Digital/PR.

A presidenta Dilma Rousseff o presidente José Mujica acionarão essa réplica de aerogerador. Ao lado, a placa de inauguração do Parque Artilleros. Foto: Marco Mari – Gabinete Digital/PR.

12h16 – Presidente da Eletrobras informou em entrevista à TV NBr que a parceria Brasil-Uruguai pode resultar em uma “Itaipu eólica”.

Os uruguaios Graciela Malan, Roberto Carlos e Ricardo Aranda vieram à inauguração se despedir de Mujica e saudar parceria com o Brasil. Foto: Marco Maria - Gabinete Digital/PR.

Os uruguaios Graciela Malan, Roberto Carlos e Ricardo Aranda vieram à inauguração se despedir de Mujica e saudar parceria com o Brasil. Foto: Marco Maria – Gabinete Digital/PR.

12h08 – Saiba mais sobre a inauguração do Parque Eólico Artlleros: Dilma e Mujica inauguram parque eólico no Uruguai que vai gerar valor para o Brasil.

12h05 – O desenvolvimento do projeto eólico teve origem no “Acordo para Avaliação e Desenvolvimento Conjunto de Parques Eólicos de Geração de Energia Elétrica Instalados na República Oriental do Uruguai”, assinado em abril de 2012 pelos presidentes de Eletrobras e UTE.

11h57 – A presidenta Dilma Rousseff está em Colônia, no Uruguai onde, logo mais, inaugura, junto com José Mujica, Parque Eólico Artilleros. Trata-se de projeto fruto de cooperação entre Brasil e Uruguai desde 2006 para interconexão de energia.

Sábado, 28 de fevereiro de 2015 às 11:00   (Última atualização: 28/02/2015 às 11:28:02)

Projetos da parceria Brasil-Uruguai podem resultar em “Itaipu eólica”, diz presidente da Eletrobras

A inauguração do Parque Artilleros é um primeiro passo na geração de energia eólica na parceria entre Brasil e Uruguai. A capacidade do empreendimento é de gerar 65,1 MW, mas de acordo com José da Costa Carvalho Neto, presidente da Eletrobras, em entrevista à TV NBR, há potencial de se atingir em uma próxima etapa 300 MW. Ele revela ainda que está sendo verificado o potencial de se chegar à capacidade de geração de 2.000 MW.

De acordo com José da Costa, está sendo estudada a possibilidade de se atingir a geração de  2.000 MW. Fotos: Clauber Cleber Caetano/PR.

De acordo com José da Costa, está sendo estudada a possibilidade de se atingir a geração de 2.000 MW. Fotos: Clauber Cleber Caetano/PR.

“Nos últimos anos, o maior crescimento da nossa matriz tem sido eólica. Temos obtido um know how muito forte também na geração eólica e estamos levando para o Uruguai, mas estamos aprendendo lá também. Podemos chegar em uma primeira etapa em 300 MW, mas já estamos vendo um potencial que pode chegar a 2.000 MW ou até mais. Podemos ter entre o Brasil e o Uruguai uma Itaipu eólica”, projetou.

Além da energia eólica, está em execução também um empreendimento de interligação elétrica que irá conectar os sistemas brasileiro e uruguaio nas localidades de San Carlos, próximo ao balneário de Punta Del Leste, e Candiota, no sul do estado do Rio Grande do Sul. A capacidade de transferência de potência, nos dois sentidos, é de 500 MW. A cooperação entre os ministérios das áreas de energia do Brasil e Uruguai existe desde 2006 e tem o objetivo de fortalecer a integração energética entre os dois países. Este projeto deve ser concluído até abril deste ano.

José da Costa explica também a importância da internacionalização da Eletrobras. Ele avalia na entrevista que as maiores empresas de energia do mundo possuem negócios relevantes em outros países além dos de sua origem. Com o primeiro projeto inteiramente executado no exterior, o Parque Eólico Artilleros, a estatal dá um importante passo nesse sentido.

“No caso da Eletrobras, nós estamos focando muito a América do Sul e Central e na África. É muito bom para o país na hora que a Eletrobras vai para o exterior. Ela leva com ela as empresas de engenharia brasileira, as indústrias, enfim, há um desenvolvimento de comércio entre os países”
, disse.

Sábado, 28 de fevereiro de 2015 às 9:00   (Última atualização: 28/02/2015 às 10:01:25)

Dilma e Mujica inauguram parque eólico no Uruguai que vai gerar valor para o Brasil

Com capacidade de geração de 65,1 MW, o Parque Eólico Artilleros, no Uruguai, será inaugurado neste sábado (28) pela presidenta Dilma Rousseff e pelo presidente José Mujica. Primeiro empreendimento da Eletrobras a gerar energia no exterior, fruto de parceria com a companhia elétrica uruguaia UTE, Artilleros amplia as perspectivas de intercâmbio energético e de promoção da segurança energética em âmbito regional. Faz parte da estratégia de internacionalização da empresa brasileira, que busca melhorar a competitividade e a geração de valor.

O Parque Eólico Artilleros conta com 31 aerogeradores com capacidade de geração de 65,1 MW. Foto: Marco Mari - Gabinete Digital/PR

O Parque Eólico Artilleros conta com 31 aerogeradores com capacidade de geração de 65,1 MW. Foto: Marco Mari – Gabinete Digital/PR

O parque eólico está localizado em Tarariras, Departamento de Colonia, a cerca de 150 km da capital Montevidéu e contará com 31 aerogeradores com altura de 90m e potência nominal de 2,1 MW cada.

O desenvolvimento do projeto eólico teve origem no “Acordo para Avaliação e Desenvolvimento Conjunto de Parques Eólicos de Geração de Energia Elétrica Instalados na República Oriental do Uruguai”, assinado em abril de 2012 pelos presidentes de Eletrobras e UTE.

São 31 aerogeradores de 90m e potência de 2,1 MW cada. Foto: Márcio Rippel

São 31 aerogeradores de 90m e potência de 2,1 MW cada. Foto: Márcio Rippel

Visando a implantação do projeto, a Eletrobras se tornou sócia da UTE, em igual participação acionária de 50%, na empresa Rouar S.A., Sociedade de Propósito Específico (SPE) com sede em Montevidéu, criada para atuar na área de geração de energia mediante instalação e desenvolvimento de parques eólicos.

O valor de investimento estimado, custos de administração e operacionais, engenharia do proprietário, ambientais, custos de financiamento e outras despesas indiretas alcança cerca de US$ 103 milhões.

O Contrato de Compra e Venda de Energia Elétrica (PPA) foi assinado entre a Rouar e a UTE, por um período de 20 anos e determina que toda a energia gerada será comprada pela UTE. O preço de venda da energia foi fixado em US$ 63,50/MWh, referido a agosto de 2010.

Empreendimento é fruto de parceria da Eletrobras com elétrica uruguaia UTE. Foto: Márcio Rippel

Empreendimento é fruto de parceria da Eletrobras com elétrica uruguaia UTE. Foto: Márcio Rippel

Atualmente, há 23 aerogeradores comissionados e entregando energia à rede uruguaia em caráter experimental, com previsão para entrada em operação comercial até final de março de 2015.

O projeto terá financiamento da Corporação Andina de Fomento (CAF) no valor total de até US$ 58 milhões, cujo contrato deverá ser assinado até 15/03.

O projeto faz parte do acordo de cooperação entre Eletrobras e UTE para construção de até 300 MW de energia eólica no território uruguaio. Existem atualmente entendimentos para ampliação deste acordo com expectativa de análise de viabilidade da exploração do potencial eólico existente nas regiões fronteiriças entre os dois países.

Sábado, 28 de fevereiro de 2015 às 8:00   (Última atualização: 28/02/2015 às 09:57:26)

Inauguração do Parque Eólico Artilleros em Colônia, Uruguai

Agenda presidencial

Neste sábado (28), a presidenta Dilma Rousseff tem agenda em Colônia, no Uruguai. Todos as agendas estão no horário de Brasília (-1h em relação ao Uruguai).

A presidenta parte às 09h30 para Montevidéu onde chega e se desloca para Tariras, Colônia, às 11h. Às 12h, Dilma participa da cerimônia de inauguração do Parque Eólico Artilleros.

Dilma Rousseff participa de almoço oferecido pelo presidente do Uruguai, José Mujica, e pela Senadora Lucia Topolansky na Residência Oficial de Anchorena às 14h. E às 15h45, parte para Montevidéu.

*Agenda sujeita a alterações ao longo do dia. Para atualizações, acesse o Portal Planalto.

Sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015 às 19:49   (Última atualização: 27/02/2015 às 20:52:02)

Aumentos na conta de energia são passageiros e governo mantém investimentos no setor

Por causa da estiagem, afirmou Dilma, estamos diante talvez do maior desafio da história das águas do País e, como consequência, do setor elétrico nacional: a falta de chuvas que já se prolonga por três anos e meio consecutivos e afeta, inclusive, a região Sudeste. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

Por causa da estiagem, afirmou Dilma, estamos diante talvez do maior desafio da história das águas do País e, como consequência, do setor elétrico nacional: a falta de chuvas que já se prolonga por três anos e meio consecutivos e afeta, inclusive, a região Sudeste. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

A presidenta Dilma Rousseff garantiu nesta quinta-feira (27) que os aumentos nas contas de energia elétrica são passageiros. “Eles estão [ocorrendo] em função do País enfrentar a maior falta de água dos últimos 100 anos”, explicou. As afirmações foram feitas durante a inauguração do Parque Eólico de Geribatu e do Sistema de Transmissão Associado em Santa Vitória do Palmar, no Rio Grande do Sul.

Com a falta de água para produzir energia nas hidrelétricas, responsáveis pela maior parte da eletricidade consumida pelos brasileiros, foi preciso recorrer à energia térmica, que tem custo maior – uma vez que não se paga pela água que faz a hidrelétrica funcionar, mas pelo combustível necessário para acionar uma usina térmica.

Consequentemente, o custo da energia aumentou. No entanto, assegurou a presidenta, essa conta teria pesado muito mais no bolso do consumidor se o governo não tivesse promovido, em 2013, a maior redução de preço da eletricidade da história, uma média de 20%. Foi essa decisão que permitiu que os recentes reajustes, impostos pelo uso intensivo de termelétricas, incidissem sobre tarifas bem mais baixas, lembrou.

Para enfrentar esse desafio, o governo entregará neste ano de 2015, mais 6.400 MW de energia e mais 7.000 quilômetros de linhas de transmissão. “Isso significa que estamos sempre investindo. Tem de investir e procurar oportunidades todos os anos para garantir que amanhã não terá racionamento”, disse.

Sistema robusto
A presidenta comentou, ainda, que se esta seca histórica tivesse ocorrido no passado, estaríamos hoje também diante do maior racionamento da história. “Não estamos porque temos termelétrica, temos eólica e porque o nosso sistema de transmissão é robusto”, comparou.

“Somente nos quatro anos de meu primeiro governo, conseguimos ampliar a produção de energia em 21.832 MW.” Isso significa fazer em quatro anos mais do que foi feito em oito anos na época do racionamento, entre 1995 e 2002. “Eles não conseguiram chegar a 21,8 mil megawatts”, alertou.

Linhas de transmissão
Dilma lembrou que no passado, quando houve racionamento de energia no País, em 2001, tinha energia sobrando em alguns estados, como por exemplo, no Rio Grande do Sul. “Mas a gente não conseguia passar essa energia que sobrava pro resto do País, porque não tinha rede de transmissão. Hoje, essa rede de transmissão faz com que você ligue um botão vermelho como esse aqui e a luz acenda pelo resto do Rio Grande, porque a transmissão leva”, afirmou.

Para evitar um racionamento deste gênero, “fizemos quilômetros e quilômetros de linhas de transmissão para garantir que o Brasil pudesse transportar energia de um lado para o outro” e, com isso, pudesse compartilhar esse recurso quando ele se torna escasso em um ponto do País. “O Brasil é continental. Quando chove no Nordeste não chove aqui. Quando chove aqui, não necessariamente chove no Nordeste. Então o que você faz, você compartilha a energia [de onde está melhor a chuva para onde não tem]”.

Em seu primeiro mandato, o governo da presidenta Dilma expandiu a rede de transmissão em 24.192 km, mais que o dobro do que foi instalado nos oito anos daquele governo que, por falta de investimento, levou o País a um longo período de racionamento, recordou.

“Aumentamos a oferta de energia e, ao mesmo tempo, mantivemos a matriz energética nacional como uma das mais limpas do mundo. Hoje, 41% de nossa matriz vem de fontes renováveis. No caso da energia elétrica, 80% vem de fonte limpa e renovável”, explicou a presidenta.

Diversificação da matriz energética
A presidenta também destacou o aumento das usinas termelétricas e das eólicas, que são importantes fontes alternativas em momentos de chuvas escassas, como agora. “A termelétrica não precisa de água, choveu ou não choveu ela funciona. A eólica precisa de vento, mas não precisa de água. Você diversifica e garante a segurança do País”.

O parque eólico inaugurado nesta quinta-feira consolida a segurança energética do País e reforça a opção por uma matriz energética limpa e sustentável. Somente neste setor, o Brasil tem hoje 258 usinas em operação comercial, que geram 5.608 MW. Um crescimento considerável. Em 2010, havia 51 eólicas em operação com capacidade instalada de 900 MW. Ou seja, em quatro anos o País multiplicou por seis a oferta de energia eólica.

A presidenta adiantou que há mais investimentos nesse sentido. Nos últimos leilões foram contratadas 397 novas usinas eólicas, que incorporarão mais 10.560 MW ao sistema de geração até 2019. Isso significa dobrar, em apenas cinco anos a capacidade nacional de geração de energia eólica.

Por fim, a Dilma enfatizou que graças a todos estes esforços na expansão e diversificação da oferta de energia, mesmo com a seca que castiga grande parte do Brasil, em especial o Sudeste e o Nordeste, o governo está garantindo o atendimento da população.

Tweets

Instagram

Por e-mail

Receba os artigos do Blog do Planalto diariamente por e-mail preenchendo os campos abaixo:

Digite o seu e-mail:


Um e-mail de confirmação do FeedBurner&trade será enviado para você! Confirme no link que será enviado para o seu e-mail para receber os últimos artigos do Blog do Planalto.

-